| Numa época onde a vida dá que pensar, dou comigo a divagar pelas maravilhas dos quatro cantos do mundo, fico pensando o que será que eu vou conhecer, que cultura será que eu vou descobrir, qual delas irá despoletar em mim uma curiosidade extrema, quais são as coisas mais fascinantes que existem no universo das mesmas, entre outros temas que derivam desta simples abordagem.
Tento saber um pouco de tudo, tento ler o que muita gente pensa que não vale a pena ler, investigo o que muita gente chama de chatice, e graças a estes elementos passo a minha vida a sonhar. Pois é considero-me uma pessoa extremamente sonhadora, mas que, graças a Deus tem os membros inferiores bem assentes na terra e que se pode dar ao luxo de dizer que luta pelos objectivos.
Durante esta fase do campeonato, muita gente já se interroga, acerca do porquê desta minha longa e pormenorizada introdução, para abordar um tema tão básico e linear, denominado trip. E com clareza respondo a essas pessoas: para uma pessoa gostar mesmo do que está a dizer/fazer tem de ter cá no fundo um bichinho que movimenta os seus ideais para que seja criada uma força capaz de alcançar os mesmos. E desta forma agarrei no meu teclado e comecei a digitar uns certos temas que envolvem a descoberta de novos povos, nunca esquecendo do ponto de partida denominado “nobre terra lusitana”.
Assim entro no dilema de todo o bodyboarder ou simplesmente viajante “A viagem”. Entrando neste universo surge logo a idealização de trips para algures nesse mundo, que tanta coisa boa oferece, que tanto enigma nos dá para nós fundamentarmos a razão do nosso ser. Basicamente mora dentro de mim um bichinho que me leva ao instinto da pura descoberta que me leva a sonhar mais longe do que a simples linha do horizonte.
Pois é quem é que ainda não sonhou de agarrar na bela da prancha, pés de pato fato, licra e tudo o que puder, e viajar para o incerto. Encontrar uma ondinha numa ilha paradisíaca que quebre durante o dia todo sem crowd, sem artistas a gritar o dia toda a dizer, “ohohohoho”, “pá esta é minha”, “olha olha”, entre outras frases que não vale a pena mencionar. Desta forma penso que cada vez mais é necessário desaparecer, viver novas experiências que revitalizem os nossos conhecimentos, que actualize o nosso conhecimento acerca do mundo.
Então é desta forma que introduzo a minha primeira viagem para fora de Portugal, ou seja “objectivo Canárias”. Pois é no passado verão tive a oportunidade de visitar Lanzarote, e fiquei encantado com o que vi, porque apesar de não ter surfado conheci um povo extremamente sociável e sempre bem disposto, onde o ritmo das arábias parece reinar. Algo que realça esta ilha é a sua extrema virgindade, onde se procura manter tudo intacto, o que nos leva a pensar nos nossos valores quanto seres humanos, visto que cada vez mais o dinheiro se sobrepõe às questões ambientais.
Mas agora dou comigo a pensar no futuro, onde me questiono se existirá algum bodyboarder que não tenha o sonho de passar uma época nas Maldivas, indonésia ou hawai. Viajar até ao mais primitivo dos mundos e conviver com culturas que têm uma forma de vida tão simples, tão boa, ao fim ao cabo tão tudo, e esquecer a constante pressão de que somos alvo todos os dias, através de vários métodos, um deles será este, a Internet que não é vida para ninguém e que cada vez mais atrai os jovens e leva-os a sonhar e a brincar com algo que não devem, espero que este “feeling de vida” mude. Mas isto é um ponto que eu não gostaria de abordar para já visto que é um tema que dá muito que falar.
Desta forma continuo a pensar como será agarrar nuns comparsas ou na namorada, e sair daqui passar um tempo noutro sítio a curtir sem parar noite e dia. Basta juntar uns trocos e pronto vamos a elas rapaziada.
É certo que a situação económico financeira da malta jovem não é a mais favorável, à que haver uma concentração diária nos estudos, o que não permite grandes ganhos para uma viagem. Mas continuo a pensar que o nosso tempo chegará e quando ele der o ar da sua graça terei uma pequena grande lista de spots para explorar nesses tão falados quatro cantos do mundo.
Mas para desviar esse aspecto tão financeiro que envolve uma trip muito arrojada, porque é que não damos asas à imaginação e consideramos os quatro cantos do mundo Supertubos, Ericeira, Zambujeira e Sagres, ou seja o vai para fora cá dentro :) .
E desta forma apelo a uma grande ponderação acerca deste assunto, visto que a vida passa ao nosso lado e nós nem damos conta dela, e quando queremos a agarrar já vamos tarde.
Think about it. |