Pesquisar  


 
 
  .:. www.zambujeira-spot.com .:.
 
 
> Luis “Bajolo” Duarte
Para iniciar esta área o zambujeira spot resolveu entrevistar um dos bodyboarders mais mediaticos do algarve. Luis Bajolo” Duarte, bodyboarder de oficio, deu uma entrevista ao zambujeira spot onde fala de pontos de elavado interesse para a comunidade bodyboarder lusa.
Até que ponto o bodyboard influencia a tua vida? E como e quando é que essa vontade de partir a loiça nas ondas teve inicio?
O bodyboard durante 9 anos foi tudo para mim comecei a fazer bodyboard aos 17 anos no verão, mas mais a sério aos 18, 19 anos e até hoje ele foi tudo para mim, muitas influências que tive do bodyboard foram positivas, assim como as viagens os campeonatos as amizades e hei-de cá andar por muito mais tempo.


O Algarve, por muitos considerado o "deserto das ondas" e o "paraíso do mar calmo", cada vez mais mostra mais as suas garras. Na tua opinião qual é o factor que leva muitos bodyboards a esquecer a potencialidade do Algarve?
Não sei, a falta de informação talvez ou a distância em relação ao resto dos outros sítios do pais, mas isso acaba por não ser mau acontecer.


Soubemos que recentemente adquiriste 2 patrocínios de luxo, ate que ponto a clone fins e a 4play vão dar um impulso extra à tua carreira profissional?
Acho que vai ser bom para mim saber que posso contar com bons materiais para poder evoluir em termos competitivos e em termos técnicos. Já agora gostava de agradecer aos meus outros patrocinadores por todo o apoio que sempre me deram a Quiksilver e a Vans.


No que diz respeito a campeonatos vimos-te recentemente arrebatar o 1º lugar no 3º campeonato de Odeceixe, ate que ponto achas estas iniciativas fundamentais para o bodyboard luso?
O campeonato de Odeceixe é uma iniciativa única no Algarve e deve ser mantida, não só para bem do bodyboard luso mas principalmente para o bodyboard algarvio que desde do tempo do clube do mar tem vindo a perder a força e estes campeonatos ajudam a manter os bodyboarders unidos e com mais força para enfrentar outro tipo de competições.


No teu ponto de vista as marcas têm apostado “suficientemente” nos atletas lusos para que eles tenham condições de andar para a frente?
Na minha opinião as marcas só apostam o que apostam porque o bodyboard é um desporto com uma imagem ainda por criar e ainda não dá segurança suficiente ás marcas para que estas apostem mais, acho que temos de criar a nossa própria imagem e só depois seremos mais apoiados e poderemos então seguir o nosso próprio caminho.


A nível de ondas o que nos tens para contar, qual a onda mais perfeita e perigosa que já dropaste?
Pipeline sem duvida.


O nosso cantinho à beira mar, está cheio de talentos, quais os atletas lusos que achas que estão a partir a loiça?
Normalmente quando se faz esta pergunta fala-se sempre de quem surfamos todos os dias e vemos surfar, eu destaco o pessoal todo daqui desta zona, depois os que estão longe de mim e com quem já surfei destaco, o Porco, Faustino, Pinheiro, Batata, Hugo Nunes, Ricardo Rico, Silvano Lourenço em Peniche muitos mais, Rui Ferreira, Manuel Centeno e há mais de certeza estes sãos alguns que me lembro agora.


Muito se fala de um secret algures pela Zambujeira, mas a maioria das pessoas nunca viram ou ouviram uma opinião de quem surfou lá, o que tens a dizer desta onda?
A onda tem um drop difícil mas depois fica mais fácil e mais mole, mas como só surfei lá uma vez gostava de apanhá-la mais vezes e só depois ver se é só isso, já vi filmagens dela a quebrar sozinha e nos dias bons parece dar grandes tubos e rampas.


O que é para ti o paraíso, numa visão de bodyboarder e falando a nível de ondas, de pessoas, de crowd e de todo o ambiente envolvente?
Já conheci uns 2 sitios pelo menos com ondas boas todos os dias, as pessoas muito boa gente sem crowd praticamente nenhum e paisagens lindas, mas infelizmente não vou revelar os sítios senão poderia estragar toda essa harmonia. Mas acho que o Hawai quando foi descoberto devia ser uma coisa desse gènero.

 
 
< Voltar para a pagina de entrevistas >