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> Sandro "Panda"
Desta vez o Zambujeira-Spot foi se meter a conversa com o "Panda", bodyboarder que prima em se afirmar como DK rider e que também tem uma relação muito próxima com a zambujeira.
1- Á quanto tempo andas nesta vida de marinheiro, a procura da onda perfeita? E de onde surgiu essa empatia pelo bodyboard?
Iniciei-me nesta vida de “marujo” no Verão de 92. Inicialmente estava mais inclinado para o surf, como a maioria do público em geral, mas o que me fez optar pelo bodyboard foi a versatilidade e divertimento que este oferece em vários tipos de ondas e condições.

2- Maioritariamente és visto em DK, quer esteja um metro, quer esteja dois, és uma presença assídua no line-up, o que te levou a optar pela escolha dominante do DK?
Era (e ainda o é) um estilo no bodyboard que simplesmente adoro ver. Podem estar vários “doidos” a ripar dentro de água (boogie/surf/tobogan/fingers in…eheheh), mas os que me chamam sempre mais a atenção são os que as descem em DK, podem nem fazer nada, desde que apresentem uma boa linha de onda e segurança é o suficente para ficar logo em pulgas para ir lá pra dentro com mais pica. E claro na altura que me iniciei na modalidade fui fortemente influenciado pelos vários DK riders da altura, sendo eles o Banana, Neto, Horta os nacionais e os internacionais Sasaki, Kainoa, Roach e Aka…

3 - És presença regular na Zambujeira, o que te leva a fazer dezenas ou se não centenas de quilómetros para estar naquele universo chamado Zambujeira do Mar? E como descreves as ondas que surgem na dita praia?
O que me leva a fazer periodicamente esses quilómetros é o facto de querer surfar ondas diferentes com power e “levar porrada “à lá” Zambia” praticamente só com o pessoal da casa. Tudo isto num ambiente relax muito próprio da Zambujeira.

4 - Sabemos que também és uma presença regular na zona de Peniche, no teu ponto de vista como são as ondas nessa zona do país?
Em Peniche existem ondas para todos os gostos. Claro que a “Boogie Nation” tem uma predilecção especial pelos Supertubos e Molhe Leste e nem vale a pena mencionar a razão. No entanto existem ainda os outros spots tais como Consolação e alguns picos de calhau, a Baía com os seus dias clássicos de “enchimento” e o Lagido que quando as condições se apresentam favoráveis fica saturado de tanto “crude” (crowd), é tudo ao molho e fé em Deus, desde o inside ao outside…eheheh

5 - Quais os bodyboarders que mais gostas de ver em DK, e quais te dão mm pica para teres vontade de fazer melhor e continuares a partir a loiça neste estilo?
Antigamente contavam-se pelos dedos os que realmente eram exímios nessa arte, sendo eles os que já mencionei anteriormente. Hoje em dia já são uns quantos os que me chamam à atenção. Lá de fora o que recentemente me surpreendeu muito foi o Dave Hubard, em grande parte devido ao seu estilo bastante fluído, admiro muito o à vontade e espontaneadade com que ripa (não só em DK). Comparo-o muito ao Fred Booth, não lhe importa se vai deitado, de joelhos, DK, em pé (deu show em stand-up num heat do mundial em Sintra só para ver que pontuação lhe davam), sentado ou com os “fingers in”…eheheh. Parece que vai improvisando e o que sair saiu e isto sempre numa de divertimento. Ele representa verdadeiramente o espírito “boogie”. A par com este também curto ver o Matt Lackey, de backside niguém o bate, principalmente no que toca a entubar sem agarrar no rail. Ainda há o Mason Rose todo cheio de truques (a mandar-se para o ar) e alguns havaianos “underground” sendo deles o que mais se destaca o inovador Bud Miyamoto. Este menino para além das manobras básicas em DK tem muita facilidade em descolar nesse mesmo estilo e concretizar grande parte dos aéreos, basta checarem o filme Boogie Nation para verem do que estou a falar. Em Portugal é incontestavelmente o Batata a dominar a coisa, o homem ripa de tal maneira que chega a irritar, ele acerta praticamente tudo…eheheh. No entanto também curto ver o Laranja, Barrela, Jimmy, Diogo Pimenta, Porquito, Prates, Macaco (de Milfontes) entre outros. Resta-me ainda mencionar o pessoal que costumo dropinar (costumam-me dropinar), o Rui “Cipras” Norte com os suas rasgadas e “tubeiras”, Marinho “Preto”, Fábinho e ainda o puto Zé Fernando da Zâmbia que talento não lhe falta, precisa é de surfar com mais regularidade que o resto vem por acréscimo. Antigamente também curtia ver o sardento do China de Carca em DK mas o sacana agora só quer é andar de cabeça para baixo…ehehe

6 - Entrando agora numa das partes mais giras do bodyboard, e após termos visto já muitas ondas tuas, perguntamos-te qual é a sensação de ao fazeres um bottom em DK seres engolido por um lip daqueles bem grossos? Ao fim ao cabo, é ir à maquina de lavar numa posição estranha?
Bem, acima de tudo é uma sensação de alívio(lol), sim porque normalmente quando o mar se apresenta com esse tipo de condições a parte mais difícil para mim é mesmo o take-off e o drop. Digo isto porque tenho um take-off (em 2 tempos) um pouco lento e “defeituoso”, é um mau vício que nunca consegui corrigir. E claro muitas vezes origina momentos hilariantes de riso ao pessoal que surfa comigo…eheheh. Mas essa questão de “lip’s grossos” deves mesmo perguntar a pessoal como o Porquito e Batata, esses sim atiram bem à maluca, eu sou um DK rider “soft” e merrequeiro…

7 - Dando um novo rumo à entrevista, podias-nos falar acerca de trips que já tenhas feito, sítios daqueles que tu pensas, estou no sítio certo “with my peace of mind”?
Nesse aspecto e para infelicidade minha ainda não fiz assim nenhuma grande viagem para surfar, só mesmo pela nossa costa e Madeira. Talvez no próximo ano consiga fazer uma dessas “dream surftrips”.

8 – No universo existem de certo sítios que fazem qualquer bodyboarder sonhar mais alto. Sítios esses onde tens aquela visão de um canudo, que só desaparece dezenas de metros a frente, e quando acaba remas com o intuito de teres de novo essa visão. Fala-nos acerca dos sitos que gostavas mesmo de conhecer.
Como ainda não fui a nenhum, nem sei por onde começar…ehehe. Mas claro como a maioria do pessoal do “tabuleiro” (rastejo, boogie, etc), gostaria de ir locais como Indo, Fidji, México, Austrália e encabeçando esta lista está Cloud 9 nas Filipinas, é o tipo de onda de sonho para quem é regular em DK. Mas estranhamente também sinto um certo fascínio por certos locais na Irlanda e Escócia.

9 – Agora uma curiosidade… Se o Zambujeira-Spot te desse uma tábua daquelas clássicas com dois fins na zona dos canais ( mesmo à old school ), com um desenho de tubarão no deck :), ias lá para dentro dropalas?
Claro, ia numa onda “retro”, deixava crescer a bigodaça levava uns calções “à lá” Donovan (Frankenreiter) e descia-as sentado no tabuleiro a agarrar num rail, “cravando” o outro na parede estilo Jack Da Riper em Pipe…ehehehe

10 – Na Zambujeira podemos verificar que existe muita malta amiga, unida em torno do bodyboard. Achas que o nível de bodyboard na Zambujeira, poderá estar directamente ligado com toda este ambiente gerado na Zambujeira?
Acho, não…tenho a certeza!!! Com tanta gente na água em certos dias é natural que haja a tradicional picardia entre todos, principalmente quando o mar sobe um bocadinho. E claro havendo já um certo número de praticantes da modalidade, faz com que os putos novos “moços dum cabresto” tenham uma referência e a queiram superar. E obviamente isto faz com nível tende sempre a aumentar como se tem verificado.
 
 
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