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> David "Bacro" Teixeira
Desta vez o zambujeira-spot foi ao encontro do Teixeira, bodyboarder alentejano enraizado nas ondas e na night zambujeira :). Actualmente anda mais presente pelas paisagens açoreanas..
1- Bodyboarder local da zambia, night rider assumido e 100% dedicado a apanhar uma boa onda. Conta-nos como tudo começou e o que te levou a escolher o bodyboard como desporto de eleição.
Bem tudo começou aos 19 anos, via o pessoal a surfar e também me deu vontade de experimentar, devo confessar k também foi 1 pouco pelas babes, mas isso rapidamente passou, no 1º ano fui o que se chama “bodyboarder de verão”,mas que deixei de ser e passei a ser bodyboarder, o que foi possivelmente a melhor escolha da minha vida porque estava a entrar por caminhos que não eram os melhores,depois é assim surfar é como o sexo, é bom de pé, bem mas é muito melhor deitado…

2- Foi na zambia que te vimos crescer como bodyboarder, desde os primeiros 360 às performances que tens hoje. Qual “aquela” surfada que recordas com alguma saudade e qual o maior susto que recordas de uma forma menos feliz?
Aquela ñ…aquelas, as manhãs de offshore com aqueles quebras gigantes” SÓ PÓ BURACO”com o pessoal todo lá dentro…bem em relação a sustos, foi mesmo a minha primeira entrada, estava metro,eu fui entrar com 2 grandes amigos,o Cark e o Tareko, levei mesmo com o set, fiquei assustado e virei-me para eles e disse”Ajudem-me, estou atrapalhado”agora farto-me de rir sempre que me lembro.

3- A costa alentejana tem muitos picos. Localmente temos a Zâmbia em si, e uns secrets. Algumas são ondas pesadas, rasas e com um grande power, o que achas que falta ao bodyboard local para uma maior exploração de picos como esses?
Para começar temos que ter a sorte de os ver a funcionar, para isso é preciso as condições certas, nem fazemos ideia das ondas k temos na nossa costa, para além das já conhecidas, ainda existem muitas mais de certeza, e não falta pessoal com o Go for it necessário para lá ir…o falta mais ao bodyboard local é o vagar…

4- Ao serviço da nação deixaste o continente e agora andas pelas ilhas, mais propriamente pelos Açores. Quando recebeste a noticia que tinhas de partir, como a encaraste? Quais os teus primeiros pensamentos em relação à família, amigos, noites com a malta e bodyboard?
Txiii nem me quero recordar disso, foi duro muito duro mesmo, estava habituado a 1 vida descansada, a surfar sempre que queria, com o meu pessoal.
Foi triste ter que deixar a família para trás que também ficou mal, mas é normal numa profissão como esta, bem em relação ás nights,afoguei as mágoas na night de Ponta Delgada, claro que faltava cá os amigos, fiquei 3 meses sem surfar,porque não tinha transporte, mas acabei por me adaptar e também tive cá a visita de pessoal daí, o que foi muita bom, e ajudou-me bastante.

5- O bodyboard açoriano tem vindo a crescer, como defines o ambiente vivido dentro de água por essas bandas? Fala-nos a nível de crowd, localismo, amizade e como foste recebido.
Digo 1 coisa, não esperava ver o nível de bodyboard que vi aqui, eles cá partem mesmo a loiça, e tem nível nacional, na boa mesmo, fui recebido de braços abertos, e sempre a apoiar, em termos de crowd, tem algum nas ondas mais fracas, ou quando está pequeno, localismo só mesmo com os bicudos, tinha que ser não é?
Posso dizer que já fiz amizades por cá, e verdadeiras…

6- Muitos são os que falam que os Açores têm boas ondas sem sequer terem por aí passado. Tu que já aí estás à algum tempo como defines essa zona do globo a nível de ondas?
É assim, isto é muita bom mesmo, mas é como tudo, tem as suas alturas, precisa das condições certas para mostrar todo o seu valor, que é muito, não duvidem.
Já cá apanhei ondas que são quase de sonho, acho k já dei a minha resposta.ehehehehehehehe

7- Se é que o podes revelar qual o melhor pico açoriano e qual o maior “cagaço” que por aí apanhaste?
Pá é 1 secret brutal, pelo qual estou in love, e foi lá k m assustei mais, é fundo de calhau, tem nível mundial, e foi lá que na minha estreia fui a medo ao drop e pronto caí, mas a onda tem muita power, e arrastou-me quase para a bancada de pedra que se situa em frente, foi 1 belo cagaço, ehehehehehehe

8- Tal como já referimos em cima, és um night rider assumido, conta-nos como é a noite açoriana e já agora como são as babes locais.
Pá a noite açoriana, já foi melhor do que está agora, mas ainda se arranja 1s sítios bacanos pa mamar 1as jolas, também tem cá 1as babes, mas é como em todo o lado,boas e más, feias e bonitas e com bigode ou sem, é á vontade do freguês, para todo o tipo de fetiche, ahahahahahahahahahaha

9- O regresso ao continente é inevitável (ou talvez não). Se por um lado voltas para as origens, por outro deixas novas amizades, spots com grandes ondas, etc. Como encaras esse regresso?
Vai ser muito duro, mas terá que acontecer 1 dia, mas sempre cá posso voltar a esta bela ilha que vale mesmo a pena visitar, não só pelas ondas mas pela paisagem em si…As amizades não se perdem pela distância, os spots é que é mais complicado, mas a vida é mm assim, que se pode fazer, é curtir enquanto dura…
Abraço para todo o pessoal de bodyboard da nossa Zâmbia, 1 especial para o staff do Zambujeira Spot, e é assim daqui a dias to a beber 1as jolas e apanhar 1as ondas aí com todos vocês…
Bodyboard 4 ever…Yeahhhhhhhhhhhhhhhhh
 
 
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