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> Bernardo Alvim
O entrevistado escolhido pelo zambujeira-spot é Bernardo Alvim. Tem 29 anos e é bodyboarder há 16.Apaixonado pelo mar e pelas ondas, sempre que pode está dentro de água e como muitos de nós ja viram, em condições "psico".
1 - Para os que não te conhecem, fala-nos de ti, o que fazes da vida, de onde és e qual a importância que o bb assume na tua vida.
Sou o Bernardo Alvim, tenho 29 anos e faço BB á 16. Além disso estudo direito “part-time” faltando-me 3 cadeiras para acabar o curso. O BB foi desde o inicio uma paixão e um vício, por isso trabalhei como nadador –salvador na praia de onde sou local, o Guincho em Cascais, fiz filmes de Bodyboard na BoaOnda produções e hoje em dia trabalho na Probodyboard representando as marcas Science e Viper

2 - Bodyboarder experiente e com muitas surfadas no lombo, fala-nos da onda que consideras mais apetecível do nosso Portugal. (Sem contar com os secrets).
Graças a Deus temos muito boas ondas em Portugal, cada uma com a sua personalidade e características próprias. Eu gosto de variar...há dias em que me apetece mesmo apanhar uns Supertubos e noutros talvez seja uma Cave ou Pedra Branca.

3 - Já te vimos em sessões hardcore na praia do Norte, qual o maior cagaço que já lá apanhaste?
Já levei lá cargas de pancada de meia noite... Se estás no lugar errado na hora errada é duro, e o pior é que ali há dias em que as ondas são imprevisiveis.
Ainda não apanhei nenhum cagaço muito grande lá...mas sei que isso ainda vai acontecer.


4 - Todos sabem porque fazes do capacete peça essencial do teu equipamento de BB, mas será que ele não contribuiu para um maior go-for-it?
Se calhar dá-me pouco mais de confiança nalgumas situações, mas não foi por isso que comecei a usar.
Eu tenho os ouvidos a fechar e o médico mandou-me , já à uns 13 anos, usar tampões, só que estavam sempre a saltar e era um stress. Por isso experimentei usar um capacete que havia na loja que me patrocinava na altura. Gostei porque dá uma protecção extra ás chapadas de água nos ouvidos e impede os tampões de saltarem, além de aquecer um bocado. E pronto, a partir daí tenho usado sempre...


5 - Spots como a cave estão a ser desmistificados, qual é o teu ponto de vista acerca desta procura cada vez mais recorrente, por parte da nova geração que se “joga a elas”?
Os spots esão a ser explorados sem dúvida, mas não acho que percam a sua mística, até porque ondas como a Cave ainda não estão a ser aproveitadas como podem.
Tou a gostar de vêr algums atletas mais novos a irem lá, por outro lado convém lembrar que um bodyboarder com 17, 18 anos já não é uma criança, já tem que se fazer à vida.
Com essa idade muitos dos atletas mais velhos viajaram ao Hawaii, etc para ganhar experiência; o Rato, o Paulinho, João André; o Chiquinho Santos, Rui Ferreira, Kiko Saraiva, Eu e muitos outros. E é por isso que em dias de ondas boas e na exploração desses picos esse atletas se destacam.
Os mais novos têm hoje em dia o potencial e caminho aberto para treinarem em ondas sérias e chegarem ao mais alto nível internacional. Eu tou a torcer para que o façam!


6 - A nível internacional, qual a melhor onda que surfaste?
Pipeline...apesar de tudo. È uma onda que me apaixona desde as primeiras fotografias que vi e ainda hoje em dia.

7 - Arrecadaste recentemente o primeiro lugar no campeonato de Odeceixe, o que tens a dizer deste evento? (organização, ondas, convívio e festa)
O Campeonato de Odeceixe é lindo! Um exemplo de de convivio, boa disposição e união para fazer o Bodyboard crescer. Competes durante o dia e à noite estás em festa com todos os outros competidores, é muito bom!
Este ano dia estava bonito, as ondas estavam engraçadas, o jantar tava optimo e os concertos em grande. Só tenho que dar os parabéns à organização e dizer “até pro ano!”


8 - O Alentejo é um cantinho que muitas vezes passa esquecido. Sem crowd, com boas ondas e ppl sempre de braços abertos para receber quem venha com boas intenções. Do que já surfaste desta zona, o que nos tens para contar? E para quando uma visita à zambujeira?
Olha...já de caras te digo que a imagem que eu tinha da “Costa Alentejana” era de um lugar de ondes moles para onde a bicudagem mais desajeitada vai com a excitadeira ligada. E se alguém me perguntarem o que é que acho...é isso com vou continuar a dizer, hehehe.
Na verdade já percebi que há uma “face oculta” da Costa Alentejana, onde o Bodyboard respira saúde e potencial, mas essa quero explorar o mais rápidamente possivel e sem fazer muito barulho, como convém a um visitante educado.


9 - Sendo tu um dos importadores de material de BB em Portugal, o que tens a dizer sobre as novidades das marcas que representas e que te patrocinam?
Há umas quantas...para já posso dizer que vão chegar até ao fim do mês novas pranchas Science. Alguns modelos novos, outros com aperfeiçoamentos nos shapes, mais e novos tamanhos, etc.
Esforcei-me por trazer uma gama na qual qualquer bodyboarder encontre a prancha ideal.
Além das pranchas a Science o Mike Stewart está a desenvolver novos produtos e eu estou contente porque tenho colaborado com ele nalguns desses desenvolvimentos, por isso nos próximos tempos sei que vamos ter mais novidades na Science concerteza.


10 - Bem já à uns anos que o Zambujeira-Spot anda por aí, o que tens a dizer sobre o projecto?
Acho que este projecto mostra o espírito do Bodyboard no seu melhor, ou seja, partilhado entre amigos, vivido em comunidade, e de braços abertos a todos aqueles que vierem visitar com respeito e boa atitude. Tenho que vos dar por isso os parabéns
 
 
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